20080710

A 1001a noite no Palácio da Agronômica

Interrompemos nosso coito com as Musas para veicular, em caráter extraordinário, uma gravação de uma conversa telefônica entre o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e a representante da revista Metrópole, Márgara Hadlich. Esses dois nomes passaram a constar na mesma frase depois que o dono da revista, Nei Silva, tornou público o método heterodoxo que aplicava para abiscoitar verbas publicitárias de empresas fornecedoras do governo.

Como em todo escândalo político no Brasil, a verdade só está vindo à tona porque uma das partes envolvidas foi passada para trás – no caso, Silva, que tratou de contar toda a sua versão da história no livro A Descentralização no Banco dos Réus. Mesmo inédito, o referido dossiê circula livremente nas mãos de jornalistas, advogados, parlamentares e estafetas mais curiosos. Além de comprometer integrantes do primeiro escalão da coalizão que manda e desmanda em Santa Catarina, o autor sugere que a relação de Márgara com Luiz Henrique extrapolava o profissionalismo, insinuação esta já refutada pela mulher.


De concreto, não há nada na gravação obtida por este blog que deixe o “casal” mais enrolado do que já está. Ouve-se barulho de uma festa ao fundo, até que o governador atende a ligação de Márgara, que o chama por um nome falso. No diálogo, fica clara a disposição de Luiz Henrique de abandonar a carreira política para se dedicar a uma vida despojada dos bens materiais. Sempre em linguagem cifrada, o mandatário supremo do Estado revela que pretende se importar mais com a origem dos vegetais que compõem sua alimentação natural do que com a procedência de recursos para financiar a construção de uma arena multiuso, posição que é automaticamente endossada pelos acólitos que o cercam.

Confira você mesmo mais um capítulo do caso que está estarrecendo a sociedade barriga-verde clicando abaixo.


Um comentário:

Renê disse...

Meu caro, como foi revelado hoje, quem mudou de vida não foi ele, foi ela... "1001ª noite" ficou profético...