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20090306

Doze músicas de 2008:
1) A LITLLE BETTER, Gnarls Barkley

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Esqueça “Crazy”. No segundo filho do casal esquisito, a loucura é outra. Crescendo mais para os lados do que para cima, o disco chega à última música nas condições ideais de temperatura e pressão para transportar o viajante a uma dimensão dolorosamente linda. Danger Mouse conduz o bonde com a parcimônia que a situação requer, apostando na eloqüência do vazio preenchido pela voz absurda de Cee-Lo. Em três partes, a dupla percorre um arco-íris de cores vivas que redunda em um preto ofuscante, que brilha até esmaecer rumo ao Absoluto em agradecimento às forças da natureza, do amor e da imaginação. Eu que agradeço por vocês fazerem me sentir um pouquinho melhor.

(extraída do disco The Odd Couple)

Ainda me livro disso

É com resignação que constato que não li o quanto nem o que planejava em 2008. Queria também ter investido mais em ficção (sobretudo de autores brasileiros), contando com o mergulho em O Tempo e o Vento para tirar o atraso em grande estilo. Mas, na coleção de sete volumes que descolei da monumental obra de Érico Verissimo, faltava o terceiro. Chapei com os dois primeiros e parti para outros. Aí não teve como escapar: é mais fácil adotar a nova ortografia (em breve, em breve) do que negar o jornalismo três vezes. Fui parar em biografias, ensaios, reportagens, memórias e... revi a minissérie em DVD. Que momento.

Não que tenha sido pouco; é que em 2007 foi demais. Abaixo, a lista completa, na ordem cronológica e com os destaques em negrito:

Socialismo para Milionários, Bernard Shaw
Barão Vermelho – Por que a Gente É Assim, Ezequiel Neves, Guto Goffi e Rodrigo Pinto
Afonsinho & Edmundo – A Rebeldia no Futebol Brasileiro, José Paulo Florenzano
Claudinha no Ano da Loucura, Alexandre Evremidis
Imigrantes 1748-1900 – Viagens que Descobriram Santa Catarina, Mariléa M. Caruso & Raimundo C. Caruso
O Planeta Diário
Reino do Medo, Hunter Thompson
O Castelo na Floresta, Norman Mailer
O Tempo e o Vento – O Continente vol. 1, Erico Verissimo
O Tempo e o Vento – O Continente vol. 2, Erico Verissimo
Sangue Ruim, Joe Coleman
Pot Culture – The A-Z Guide to Stoner Language & Life, Shirley Halperin & Steve Bloom
Gravando!, Phil Ramone
Stasilândia, Anne Funder
A Vida Secreta dos Grandes Autores, Robert Schnakenberg
Tim Maia – O Som e a Fúria, Nelson Motta
A Lógica do Cisne Negro, Nassim Nicholas Taleb
A Guerra do Futebol, Ryszard Kapuscinski
Música, Ídolos e Poder – Do Vinil ao Download, André Midani
Eva Peron – A Madona dos Descamisados, Alicia Dujovne Ortiz
A Revista do Lalau, Stanislaw Ponte Preta/Sergio Porto
Escanteio, Paulo Fernando Lago
Cem Anos de Paixão – Uma Mitologia Carioca no Futebol, Cláudia Mattos
Cem Quilos de Ouro [e Outras Histórias de um Repórter], Fernando Morais
Os Quatro Cantos do Sul – Operação Barriga Verde, Celso Martins
Bola na Rede: A Batalha do Bi, Stanislaw Ponte Preta

20090305

Doze truques de 2008:
1) LEFT BEHIND, João Brasil Tropical Mix

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Depois de causar com “Baranga” e “Pau Molão”, João Brasil apontou sua infâmia para o CSS. A ironia, no caso, não está na lambada revestindo com autoridade a faixa que apresentou o segundo disco da banda. E sim que Lovefoxxx teve de se mudar para Londres para descobrir que, hype por hype, o do Kaoma na Europa já dura desde 1989. Ainda dá tempo de ela aprender a dança proibida. Qualquer dificuldade, Adriano Cintra ensina como Beto Barbosa adocica.

20090303

Doze truques de 2008:
2) JUSTICE FOR BILLIE JEAN, DJ Schmolli

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Ninguém suporta mais “D.A.N.C.E.”, do Justice; muito menos “Billie Jean”. Manjadas demais, estavam apenas esperando uma alma abnegada revelar que nasceram uma para outra para ganharem sobrevida na pista. Sem temer o ridículo, o alemão assumiu o papel com denodo – a ponto de, não satisfeito em botar Uffie soletrando com Jacko, ainda sacar da algibeira o “everybody dance now” do C+C Music Factory para estimular a soltura de frangas.

Doze músicas de 2008:
2) JUST AIN’T GONNA WORK OUT, Mayer Hawthorne & The County

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Ele tem 29 anos, é branco e nunca integrou coral de igreja. Seu único single foi o suficiente para consagrá-lo como o dono do falsete liberal que mais dilacerou corações em 2008 e fermentar expectativas quanto ao disco que vem por aí. Lançado por um selo de hip-hop, Hawthorne é exceção em uma época de rótulos compostos por cantar soul – “new” coisa nenhuma – como os rouxinóis negros de sua infância em Detroit. Puro, simples e matador.

(extraída do single Just ain’t Gonna Work out)

20090301

Doze músicas de 2008:
3) COMPACTO, Curumim

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Em um ano no qual o mainstream do B da música nacional (do A pouco se espera) viu Mallu Magalhães comandar, ninguém foi mais brasileiro – na acepção internacional do termo – do que Curumim. Na defesa de um suingue universal com DNA japaulistanegro, o baterista proporciona um fino e raro prazer em seu segundo disco. Fino por carregar a música no macio, no gostoso. Raro porque nem Jorge Ben tem provocado mais esse arrebatamento.

(extraída do disco Japan Pop Show)

Doze truques de 2008:
3) CROSS THE DANCEFLOOR, Chromeo remix

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Vale ouvir o original, só para sacar o que o Chromeo aprontou na faixa do americano Treasure Fingers. A dupla não se intimidou com o balanço da matéria-prima e a recriou à sua imagem e semelhança. Estrofes foram acrescentadas, efeitos entraram sem pedir licença, o som engordou. E o que já era dançante explode usando armas oitentistas de eficiência comprovada, encorpadas com recursos das noites atuais.

Doze truques de 2008:
4) DON'T YOU EVER GIVE UP..., MadMixMustang

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Do rickrolling, a coisa evoluiu para a sua eleição como “the best act EVER”, culminando em um disco tributo. Dos 13 mashups envolvendo seu hit supremo “Never Gonna Give You Up”, é a mistura com “Don’t You Want me Baby”, do Human League, que melhor simboliza o culto a Rick Astley (aquele): inexplicável e aderente ao extremo, com MadMixMustang mais uma vez exibindo sua destreza em potencializar o pop.

20090220

Cinco músicas redescobertas em 2008

Coming Up, PAUL MCCARTNEY (1980) | Ninguém mandou a Fox reprisar, em uma madrugada qualquer, Lisa, a Vegetariana, da temporada de 1995 dos Simpsons. Nessas de não comer carne, a chatinha acaba conhecendo Paul e Linda, notórios adeptos da soja, no terraço da loja de outro herbívoro, Abu. O episódio termina com o porco do churrasco de Homer nos ares, voando enquanto rola Baby, I’m Amazed, do beatle solo. Os créditos ainda passavam na tela e eu já estava procurado a coletânea de McCartney (Wingspan) para ouvir a canção inteira. Escutei, senti, DUBLEI. E, já que estava com o CD à mão, aproveitei para botar também uma daquelas prediletas há um tempão esquecidas. Hit absoluto, total e inapelável disco music com a grife do gênio da raça, para a gente sempre lembrar quem é que domina esse negócio de pop, seja em que estilo for. Minha relação com proteína animal continuou a mesma ao longo do ano, mas a trilha sonora ganhou um achado e tanto.



To Look at You, INXS (1982) | Tem criatura que coloca o grupo australiano na categoria de guilty pleasure. Daqui da minha laje, só me resta lamentar pelo cidadão que renega seus tesouros da juventude em nome de uma atualização estética que, não se iluda, não apenas denuncia ainda mais a sua velhice como também o deixa caricato. Essa defesa ferrenha é para avisar que o mundo marcou ao descobrir a banda somente a partir do platinado Kick (1987). Cinco anos antes, Michael Hutchence e os irmãos Farriss já praticavam pop destinado aos litorais além da gigantesca costa australiana. Com direito a um certo clima de tristeza para que o calor venha mais quente.


Reeling in the Years, STEELY DAN (1972) | À simples menção de Steely Dan remete a ambientes elegantes, noturnos, sensuais; sensação incrementada por audições maciças de Do it Again, Babylon Sisters ou Hey Nineteen. Com Reeling in the Years, o cenário muda para uma estrada que, com a guitarra como guia, vai ficando cada vez mais sinuosa o que não impede de se topar com uma silhueta pedindo carona no lusco-fusco do final de tarde. Chegando mais perto, a imagem se define: um umbigo de cabelos soltos, mochila nas costas e pulseirinha no tornozelo. Preciso reduzir.


A Dança, LEGIÃO URBANA (1984) | Como ninguém conhecia Gang of Four na época, o punk-funk do primeiro disco do (ainda) quarteto passava por coisa nova no incipiente rock nacional, mais preocupado em imitar o Police. O fato de nunca ser mencionada muito menos gravada - em tributos caça-níqueis diz muito sobre a música que melhor envelheceu da banda, cuja verso até hoje encerra qualquer discussão eu-contra-o-mundo: Mas você nunca dançou com ódio de verdade.


Primitive Painters, FELT (1985) | Resquício do quarto disco da banda inglesa (Ignite the Seven Cannons) incluído no pacote de vinis lançados pela Stiletto no país na década de 1980. Apesar de desenterrado em uma coletânea baixada de bobeira, o duplo clique sobre o arquivo da música nada teve de aleatório, independentemente de quantas vezes a ação foi repetida. Afinal, não é assim que se trata um dueto com a celestial voz de Liz Frazer, dos Cocteau Twins.

20090218

Doze músicas de 2008:
4) CHANGES, Van She

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“Strangers”, “Cat & The Eye”, “Kelly”... Muitos foram os hits particulares do simpático disco de estréia do quarteto, outro australiano que atravessou o oceano a bordo de sintetizadores e guitarras para conquistar o continente. Sua música com maior potencial é também a mais doce: pop perfeito, magnificente sem abdicar da descontração inerente às produções que almejam o rádio. Isto é, se ainda existisse rádio.

(extraída do disco V)

20090217

Doze músicas de 2008:
5) DANCE WIV ME, Dizzee Rascal

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Dizzee Rascal é daqueles artistas dos quais o freguês leva o disco inteiro atraído por uma música e descobre que só aquela é que prestava. Pelo menos agora o rapper inglês jogou limpo, reservando seu brilhareco eventual unicamente para o formato single. Acompanhado por Calvin Harris (a voz branca do refrão) e Chrome (levantando a bola na ponte), ele troca o carão pela arte de fazer bumbuns respirarem. Não há assadura que resista.

(extraída do single Dance wiv me)

Doze truques de 2008:
5) BABY, Breakbot

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Em um ano no qual França e Austrália ditaram o pop eletrônico, nada mais natural do que egressos dessas cenas unirem suas habilidades para ampliar a supremacia. É o que acontece quando a dupla Pnau, de Sidney, encontra Breakbot. Os remixes do parisiense são reconhecíveis pelo timbre do teclado, pela gorda linha de baixo e pela cadência, tudo sempre muito suave. Em outros tempos, isso era chamado de melodia.

20090216

Doze truques de 2008:
6) PAPER PLANES, DFA Remix

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No EP de remixes da melhor música do último disco de M.I.A., a racinha do selo nova-iorquino DFA transformou-a em uma faixa digna de um catálogo que abrange LCD Soundsystem, Rapture e demais expoentes do dance-punk. Traduzindo, significa que as camadas originais foram limadas em troca de uma levada que deu à cingalesa um groove que ela nem imaginava que tinha. Certeza de que o bebê vai preferir esta versão.

Doze músicas de 2008:
6) HEARTS ON FIRE, Cut Copy

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O trio australiano reuniu tanta música bowa em seu disco que fazedores de listas podem se dar ao luxo de dispensar “Lights & Music” sob o pretexto de que em 2007 o single já bombava – e apontar uma legítima do ano passado. A referência imediata continua sendo o lado mais pop do Depeche Mode, reforçado pelos gritinhos para cima e por uma guitarra que evoca New Order para deixar não só os corações em chamas.

(extraída do disco In Ghost Colours)

20090213

Doze músicas de 2008:
7) REPETITION KILLS YOU, Black Ghosts

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O vocalista Simon Lord veio do Simian. O DJ Theo Kating, dos Wiseguys. Juntos, cunharam um electro-pop retratado por elementos macabros (vide capa e nome). O assombro, porém, ocorre mesmo é em pistas sutilmente indies principalmente se o gorila sábio Damon Albarn estiver à vontade no microfone, reproduzindo os maneirismos de seus projetos paralelos. Sim, a repetição mata. Mas, diz ele com propriedade, a dança precisa dela para funcionar.

(extraída do disco The Black Ghosts)

20090211

Cinco blogs que mandaram muito bem em 2008

ALTOVOLTA | A efígie de Zico na versão 2009 do banner não é gratuita: só o Flamengo rivaliza com o judaísmo entre os assuntos que renderam os textos mais inspirados. Para David Butter, futebol e religião se discute, sim apesar de a lucidez que lhe ilumina a fé no coração fuja quando está com a bola no pé. Post memorável: Minha alma morreu.

A NOVA CORJA | Melhor a cada ano, desde quando ainda estava abrigado no Insanus. Também, sobra matéria-prima para a gauchada atestar a demência política do Brasil, seja nos posts, seja nos banners que mudam ao (dis)sabor dos fatos. Tanto que não foram poucas as vezes em que os gaudérios morreram lentamente ao mostrar que o rei está nu e, eventualmente, ao pautar a grande imprensa (sem levar o crédito). Tag memorável: Políbio Braga.

A TORRE DE MARFIM |Bem-vindo ao mundo de F. Arranhaponte e Marcos Matamoros, um lugar onde a realidade seria mais risonha se não estivesse na frente de um espelho. Da dupla vieram dois comentários que chegam a dar inveja, de tão definitivos: O PMDB é o Brasil, na sua forma inutilmente complexa e enjoadamente corrupta de não ser nada e O maior elogio [à esquerda] é a merda que deixaram de fazer. Post memorável: Eu, brasileiro, sou antes de tudo um fraco.

IMPEDIMENTO |Outro que, depois de ser incubado no Insanus, trocou o dormitório coletivo por um puxado individual alugado no WordPress. Fazendo do repúdio aos milionários clubes europeus a sua ideologia, enfoca o pegado futebol latino-americano com paixão, humor e pontos de vista inconcebíveis para os profissionais da crônica esportiva. Nem parece coisa de colorado. Post memorável: E Deus criou a vergolha alheia.

10,000 WORDS |Ferramentas, aplicações e dicas em que a tecnologia é aliada do jornalismo. Recomendado tanto para aqueles que se consideram os interativos da paróquia por colocarem online um vídeo que roda apenas com o navegador da Microsoft quanto para teimosos como eu, que não usam um décimo dos recursos que a internet proporciona. Culpa do Skabruska. Post marcado com estrela: 7 Eye-popping interactive timelines (and 3 ways to create one).

20090202

Doze truques de 2008:
7) SPIRITS IN A DUBWORLD, DubXanne

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Rolou com o Pink Floyd. Enganou com o Radiohead. Então, por que não daria certo com o Police, cuja matriz já é reggae? O desafio, aí, está em aprofundar as incursões jamaicanas do trio, acendendo o dub que Sting não tragou. Assim, “Spirits in a Material World” desaba em uma gravidade que se equilibra entre a ambiência que refresca e o deleite dos cabeçudos. Quanto maior a queda, maior o desfrute.

20090201

Doze truques de 2008:
8) GOOD TIMES ROLL, Mike Genius

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Com essa Ric Ocasek não contava: ter um dos hits do primeiro disco dos Cars, de 1978, ressuscitado 30 anos depois como um electro dos mais festeiros. A gentileza (delito?) é de um produtor nova-iorquino, que desmonta a new wave com rajadas sintéticas perigosamente próximas da saturação maximal, não fosse a lembrança do original forte demais para ser atropelada por rótulos passageiros.

20090131

Doze músicas de 2008:
8) KALEMBA, Buraka Som Sistema

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Vindo de onde vem e adepto do estilo musical com o melhor nome de todos os tempos, o trio luso-angolano já garante seu apelo apenas por existir. Em seu segundo disco, a missão de botar o – com trocadilho – kuduro para chacoalhar pelas pistas mundo afora ganha seu argumento mais convincente com as rimas de Pongo Love. Enquanto ela pede passagem com seu sotaque delicioso, reina o batidão redentor.

(extraída do disco Black Diamond)

20090127

Doze músicas de 2008:
9) PROFANITY PRAYERS, Beck

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Por mais ilustre e requisitado que fosse, o produtor de um disco de Beck nunca mereceu atenção, porque o titular da obra garantia os holofotes por si só. Até Danger Mouse ser convocado para o posto. A metade nerd do Gnarls Barkley ocupou tanto o noticiário que a música na qual o patrão lembra-se como era bom (ah, saudade...) ficou em segundo plano, guardada lá no finalzinho do álbum e interrompida de forma abrupta.


(extraída do disco Modern Guilt)