20100923

Como tem passado


Se não é a vontade, é o tempo.

De um dia para outro, minha espaçosa agenda foi tomada por compromissos que, em um passado longínquo, eu consideraria como sinais inequívocos de minha inexorável ascensão profissional. Calejado pelas vicissitudes do ofício, não me iludo mais a esse ponto. Esperança é só um nome bonito para sobrevivência. Continuo andando sem saber se vou chegar aonde.

Tudo o que tenho BATUCADO no teclado desde a última vez em que pude parar para contemplar a subida da lama vem sendo religiosamente publicado. Tantas vezes clamei por ritmo e, bem, ele está aí: constante & funcional. Não deixa de ser um alívio não precisar pensar em outra desculpa.

Keith Richards costuma dizer que os Rolling Stones ainda estarão na ativa quando as piadas dos seus detratores perderem a graça. Eu também – quando ninguém mais estiver ouvindo suas preces ou acreditando em suas promessas. Agora deixa eu ir ali caçar a pauta de hoje.

TARÂNTULAS, Saiba Ser Feliz

20100922

Palavras que só a literatura sabe que existem

“Em um de seus últimos livros, The Working Brain, Luria dedicou uma seção breve mas tantalizante às síndromes do hemisfério direito, que terminava com as seguintes palavras:”
(O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, de Oliver Sacks)

tantalizante
tan.ta.li.zan.te
adj Que tantaliza.

tantalizar
tan.ta.li.zar
vtd 1 Atormentar com alguma coisa que é oferecida, mas que, na realidade, é inatingível. 2 Provocar desejos irrealizáveis.

Eu achava que tinha alguma coisa a ver com “tantã”. Não estava de todo errado. Quem é fissurado, sabe.

20100809

Menos 301 dias

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Pensamento Mágico.

FREE, All Right Now

20100723

Atualização

Prefiro jogar xadrez online.

20100705

20100610

Minimalismo super-heroico

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[via BuzzFeed]

20100604

Menos 235 dias

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Sem nenhum motivo que não o Acaso Divino, Jimmy Page me aparece com sua roupa de dragão, Robert Plant me é anunciado como “o cara selvagem da terra do carvão”, John Paul Jones me mostra que as águas calmas são também as mais profundas, John Bonham me sorri depois do esmurrar a bateria no solo que antecede “Moby Dick”.

Primeiro, o chapa Marcos E insistiu para que eu pegasse emprestada a biografia Led Zeppelin – Quando os GIGANTES Caminhavam Sobre a Terra, lançada no ano passado. Estou na parte em que a banda ainda voava na classe turística, usava o plano de fidelidade das companhias aéreas para conseguir descontos e, quando possível, viajava à noite para economizar em hotéis durante sua primeira turnê pelos Estados Unidos, antes mesmo de o seu disco de estreia chegar às lojas californianas. À medida que os shows vão transcorrendo, fica cada vez mais evidente que todos serão muito bem recompensados por ter passado o Natal e o Réveillon de 1969 longe de casa.

No dia seguinte, outro amigo chega de Nova York e me regala com Mothership, coletânea em CD duplo mais DVD com vários trechos ao vivo do grupo. Compilar o Led Zeppelin sempre causa controvérsia, tamanha a quantidade de sonzeiras supremas descartadas por falta de espaço – como o exemplar abaixo, que até hoje me deixa com saudade do que não vivi. Mas aí a culpa não não é de ninguém, só minha.

LED ZEPPELIN, Dancing Days