20081015

Dá licença que a cultura livre quer passar

Há um quê de ironia no lançamento, quase simultâneo, dos livros Música, Ídolos e Poder – Do Vinil ao Download e Tecnobrega – O Pará Reinventando o Negócio da Música. O primeiro é a autobiografia de André Midani, “homem de gravadora” de um tempo em que o mercado fonográfico era chamado de “indústria da felicidade humana” e as pessoas que nele desempenhavam alguma função executiva precisavam, necessariamente, gostar e entender um tantinho de música. A chegada do MP3 representou a morte (simbólica) do autor e (lenta) do mundo que ele ajudou a construir, principalmente no Brasil. O segundo, de Ronaldo Lemos e Oona Castro, disseca a cadeia produtiva do brega paraense. Surgida à margem da grande mídia e de gravadoras, é movida por artista, festas de aparelhagem, distribuidores informais (eufemismo para “camelôs”) e público.

Os dois estão à venda nas “melhores livrarias e casas do ramo”. Mas um permite que você baixe, gratuitamente, seu conteúdo integral.

2 comentários:

mafra disse...

ôpa, seu tomate, mais uma dentro. do midani já sabia mas este outro, que agora baixo, é novidade!

sabes que tem coisas que só o pará é capaz de produzir, né?!?

e escute, caso tenhas tempo em sua mega agenda (que não lhe permite nem atualizar isso aqui com a frequencia que deverias), dê um confere no meu myspace, nego!

Dauro Veras disse...

Ansioso pra uma audição, na companhia do amigo, de hits selecionados do brega paraense.